Não surpreende, mas ainda assim deve causar estranheza. A política do segredo nunca foi saudável em democracia. Não se fecham portas para depois entreabrir janelas, mas isso não basta para iluminar o que ficou na sombra. A justificação apresentada pelo MP no caso que envolve o primeiro-ministro não convence, porque não chega. Montenegro governa o País, não um círculo restrito de confiança. Tem um contrato político e moral com os eleitores que exige transparência sem exceções nem zonas cinzentas. Quando as respostas falham ou se atrasam, instala-se a dúvida. E a dúvida corrói a relação entre governantes e governados. Quem é chamado a gerir o que é de todos deve aceitar sem reservas o escrutínio. Não se trata de desconfiança gratuita, mas de um direito essencial. Cabe-lhes governar; cabe-nos verificar. É nesse equilíbrio, frágil, mas indispensável, que vive uma sociedade democrática.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
A NATO não nasceu para aventuras, nasceu para equilíbrio.
Novo homem-forte da PJ, traz consigo o peso discreto de décadas a lidar com um crime que não se vê, mas que cresce nas sombras do digital.
Quem precisa de provas quando há persistência? É já a segunda vez que a questão é discutida.
A rejeição, por parte do Irão, de propostas de paz reforça a perceção de um conflito em escalada no Médio Oriente, com implicações que vão muito além da região.
Há um mês que a PJ navega à deriva, sem direção, sem rosto e sem urgência política em resolver o vazio.
À dor devastadora de perder um filho, os pais somaram um choque ainda maior: uma lei fria e desumana que lhes nega o reembolso das despesas do funeral.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos