Uma mulher foi agredida na Madeira. Acontece que esta mulher já vinha sendo agredida há meses, talvez anos. Mas quem é que conta o tempo quando se está a apanhar pancada? As câmaras de videovigilância filmaram o agressor. Que ousadia! Porque, como se sabe, na Madeira, o que se filma é a paisagem, não a violência doméstica. A secretária regional - aquela que devia proteger vítimas - veio, com voz doce e olhos de cordeiro, explicar que gravar agressões é crime. O criminoso? A mulher, pois claro. Os tribunais? Esses já tinham dito que imagens como aquelas valem como prova. Mas quem precisa do Direito quando se tem secretárias regionais a fazer jurisprudência nas televisões?
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Diz-se doente, mas nunca demasiado para dar entrevistas. Renuncia, mas não sem antes atacar a advogada nomeada pelo tribunal.
Tudo fará para anexar a Gronelândia.
Convém não perder de vista o essencial - Ventura saiu vencedor no domingo e o seu objetivo é chegar a primeiro-ministro.
Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos