Era um empresário, com um recurso pendente por homicídio, que, ao pedir boleia à GNR para ir ao tribunal, exigiu mais: queria entrar pela porta dos fundos, antes mesmo de as portas se abrirem. A GNR, o tribunal, todos o atenderam sem hesitar. Mas, do outro lado, estava a família de Mónica Silva, acusada de difamação por ter dito que ele era assassino. A mesma acusação que o Ministério Público, o JIC, a PJ e até a Relação corroboraram. Para a tia de Mónica, nenhum advogado a quis defender; os três oficiosos recusaram, talvez temendo incomodar o empresário. A justiça, com as suas portas sempre abertas para os poderosos, fechou-se para a mulher que busca, sem sucesso, ser ouvida. No fim, Mónica continua desaparecida, não se sabe onde estão os corpos da mãe e do filho. E, no fundo, é a velha história: a justiça tem, sempre, dois pesos e duas medidas.
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Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
Falhou o homem. Falhou o tempo. Falhou a vida. Será que não falhou nada mesmo?
A justiça transforma-se num espetáculo de paciência infinita.
Não é só uma decisão judicial; é uma mensagem social.
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