Da janela de Fernando, hoje fugido à justiça, arrastando atrás de si pais, mulher e três filhas, vemos o "sonho de Abril". E interrogamo-nos se os nossos lutaram por isto: por guetos, vidas desfeitas, tiros nas janelas.
Num bairro sem história e sem vida há portas estroncadas e crianças perdidas. Não há futuro e o sonho de Abril está demasiado lá atrás. Aqui sempre houve tiros e depois de todos irmos embora continuará a haver.
E já não haverá a barbearia do Pina, o único espaço onde muitas crianças podiam sonhar.
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Quase ninguém confronta o essencial: uma semana depois, mais de 200 mil pessoas continuam sem luz e o Plano Europeu de Proteção Civil nem sequer foi acionado.
No país mais pequeno, onde a capital é realmente a capital, as prioridades são outras.
É isso que queremos para nós: o mesmo que desejaríamos para os outros.
O futuro europeu dependerá menos das ameaças alheias e mais da coragem de romper com a complacência e assumir escolhas estratégicas, mesmo quando estas implicam custos.
Hoje é verdadeiramente inaceitável a ausência de uma demarcação clara por parte de quem quer ser Presidente da República.
Diz-se doente, mas nunca demasiado para dar entrevistas. Renuncia, mas não sem antes atacar a advogada nomeada pelo tribunal.