Lara foi vítima de um crime bárbaro cometido pela irmã perturbada que vivia num mundo povoado de monstros. Lara é a primeira vítima, mas a assassina provavelmente também o é.
Nunca tiveram oportunidades, num palheiro onde nunca esteve a mãe e foram criadas pelo pai alcoólico. E onde também nunca esteve a Comissão de Proteção de Menores que abriu e fechou o caso destas jovens como se alguma vez pudessem ter futuro.
Mais uma vez falhou tudo. B. era uma bomba-relógio e explodiu. Lara morreu. Mãe e pai vão agora chorar no funeral. E as comissões vão continuar a não acompanhar os menores. Voltaremos a falar delas quando houver outra Lara. Ou outras Laras.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Diz-se doente, mas nunca demasiado para dar entrevistas. Renuncia, mas não sem antes atacar a advogada nomeada pelo tribunal.
Tudo fará para anexar a Gronelândia.
Convém não perder de vista o essencial - Ventura saiu vencedor no domingo e o seu objetivo é chegar a primeiro-ministro.
Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.