O Governo faz questão em celebrar o 25 de Novembro e faz muito bem. Foi uma data importante. Assinalou o fim de um combate ideológico e político que poderia ter descambado numa guerra civil. O PS e Mário Soares foram os grandes vencedores, a par de militares como Melo Antunes, Vasco Lourenço, Pezarat ou Vítor Crespo. Foi a estratégia, a coragem e a mobilização dos socialistas e daqueles militares que permitiram conter uma escalada de ‘esquerdização’ soviética do regime. O resto foi tudo atrás. Mas esses protagonistas amavam o 25 de Abril, que acabou com o fascismo, com a guerra colonial, devolveu a liberdade individual e coletiva, libertou as mulheres de uma subalternidade inadmissível, abriu caminho para robustecer a escola pública. Os protagonistas de hoje nesse fervor celebrativo ‘novembrista’, como o ministro da Defesa e alguns apaniguados oriundos dessa inutilidade política em que se transformou o CDS, mas não só, também do PSD, são apenas pessoas ressentidas com o 25 de Abril. Que o odeiam. São uma espécie de Venturas envergonhados. Querem aumentar uma data por diminuição da outra. Não têm a dimensão dos homens e mulheres de então, que abriram os horizontes do País com esperança, solidariedade, liberdade, democracia, valores éticos e sociais. Estes, na verdade, são apenas pessoas que não gostam do 25 de Abril. Numa dimensão mesquinha, vingativa e ressentida.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Então não é que num cenário de guerra o Exército ficou nos quartéis?!
Responsabilidade política não pode ser só uma folha seca ao sabor do vento.
A forma como as populações ficaram entregues à sua sorte, mostra o estado frágil do Estado que temos.
Seguro mostrou no debate como se pode ganhar a Ventura.
Ventura falhou na tese de que Seguro não diz nada de concreto.
ICE parece uma milícia sul-americana que parece inspirar o presidente de um país que já foi o farol da democracia.