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Correio da Manhã

Portugal
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Viúva de triatleta assassinado conta tudo à Polícia Judiciária

PJ fecha linhas de investigação ao crime violento que vitimou Luís Miguel Grilo. Rosa foi chamada a recordar os últimos passos do marido.
Tânia Laranjo 1 de Setembro de 2018 às 01:30
Mulher de triatleta assassinado
Mulher do triatleta assassinado
Rosa Grilo
Rosa Grilo com o marido
Mulher de triatleta assassinado
Mulher do triatleta assassinado
Rosa Grilo
Rosa Grilo com o marido
Mulher de triatleta assassinado
Mulher do triatleta assassinado
Rosa Grilo
Rosa Grilo com o marido
Há vários pormenores que não batem certo neste crime violento. Um deles é mesmo o motivo de, a 16 de julho, Luís Miguel Grilo ter faltado ao trabalho e não ter atendido o telefone aos colegas. A mulher, Rosa, garante que estavam a "descansar" naquele dia e esta sexta-feira foi novamente chamada à Polícia Judiciária para confirmar a sua versão.

De que o marido tinha saído de casa, das Cachoeiras, em Vila Franca de Xira, às 16h00 de 16 de julho. Prometeu voltar, conta Rosa, duas horas depois. O treinador faz levantar dúvidas sobre a sua versão e diz que não havia motivo para o triatleta ter ido naquela tarde andar de bicicleta. Os empregados estranharam não ter atendido as chamadas da empresa, nem devolvido os telefonemas.

Muitos pormenores estranhos que para a investigação têm de ser esclarecidos. Numa altura em que os inspetores tentam fechar todas as pontas soltas do processo, para avançar para a fase decisiva, as testemunhas voltam a ser inquiridas e confrontadas com mais pormenores. Rosa Grilo teve ainda de levar alguns objetos pessoais do marido, para serem sujeitos a exames. A PJ quer comparar todos os vestígios recolhidos.

À saída da PJ, Rosa Grilo mostrava-se calma. Ao CM chegou mesmo a perguntar "se procuravam por ela ou por alguém mais importante". Nada disse sobre a inquirição, desvalorizou o facto de ter sido chamada à PJ. Não revelou qualquer emoção num depoimento que aconteceu horas depois do funeral do marido.

Segundo o CM apurou, Rosa Grilo teria avisado de manhã a PJ que iria no fim de semana para a Costa da Caparica com o filho. Terá sido por esse motivo que lhe pediram para que passasse nas instalações daquela polícia, na rua de Gomes Freire, em Lisboa, para esclarecer alguns pormenores. Pediram-lhe de imediato que levasse alguns objetos do marido, o que acabou por suceder.

"Havia sinais de passagem"
Luzia Martins recorda o dia em que o marido, Luís, encontrou o corpo do triatleta. Foi de forma acidental, depois de se ter apercebido que numa zona erma havia sinais de passagem de carros. "Foi só por isso que entrou no caminho de terra batida. Como ele é responsável pela caça foi tentar perceber se o caminho tinha sido aberto", contou a mulher, ao CM.

À passagem, Luís Martins não se apercebeu do corpo. Só quando regressava à Estrada Municipal 1070, em Santo António de Alcôrrego, é que viu o cadáver de Luís Miguel Grilo. "Pensou que era um animal, mas voltou para trás para ver melhor. Percebeu logo que era uma pessoa e chamou a GNR".

A mulher da testemunha diz que nunca pensaram ser o triatleta. "Só soubemos domingo, foi um choque".

"Quem matou o triatleta"
Saiba todos os pormenores da investigação da morte do triatleta num especial CMTV, às 00h15. Revelamos-lhe todos os passos de uma investigação que entra na fase decisiva. Os suspeitos, as pistas, as provas que já foram recolhidas. A não perder, na sua TV.

Buscas e apelos não ajudaram a esclarecer crime
Durante dias, amigos do triatleta procuraram por montes e vales. Rastrearam os locais ermos, vasculharam em zonas de difícil acesso. Mantinham a esperança, faziam apelos públicos para que se alguém soubesse do paradeiro de Luís Miguel Grilo não hesitasse em revelá-lo. Acreditavam que o podiam encontrar vivo, mantinham a esperança que regressasse a casa. Não conseguiram evitar a tragédia.

Amigos em silêncio no último adeus
Foi só na quinta-feira, quase uma semana depois do corpo ter sido descoberto, que Luís Grilo foi a enterrar. Foi debaixo de um manto de silêncio que amigos e família se despediram do amigo.

Família continua em choque com morte
A tia de Rosa Grilo, que mora a cerca de 10 quilómetros do local onde o corpo foi encontrado, não esconde o choque. "Não consigo perceber o que aconteceu. Ele era um excelente pessoa", disse.

Casa da família próxima do corpo
Luís, Rosa e o filho menor passavam habitualmente férias numa localidade do concelho de Avis, em Portalegre, não muito longe do local onde o corpo apareceu. A coincidência intrigou investigadores.

Hipótese de roubo afastada pela PJ
O telemóvel e uma pequena quantia de dinheiro, que estava guardada na capa do telemóvel, foram recuperados dias após o desaparecimento, o que levou a PJ a afastar a hipótese de roubo.

Bicicleta de vítima nunca apareceu
O desaparecimento da bicicleta de Luís Grilo levou a PJ a admitir, num primeiro momento, que se tivesse tratado de um acidente. Foram feitas buscas em várias zonas de difícil acesso.

Telemóvel de Grilo encontrado junto a estrada nacional
O telemóvel de Luís Miguel Grilo foi encontrado três dias depois de ter sido dado o alerta para o seu desaparecimento, a poucos quilómetros da sua casa, na localidade de Casais da Marmeleira. Estava caído junto a uma estrada nacional, mas não havia qualquer sinal de ataque nessa zona. Uma câmara de vigilância também tinha apanhado um vulto a passar de bicicleta na mesma zona.
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