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Correio da Manhã

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Operadoras juntas em ataque à ANACOM

Meo, Vodafone e Nos voltam a fazer duras críticas à Autoridade Nacional de Comunicações por causa do dossiê 5G.
Duarte Faria 22 de Novembro de 2019 às 01:30
Cristina Ferreira também foi ao congresso da APDC
Cristina Ferreira também foi ao congresso da APDC FOTO: João Miguel Rodrigues
Os presidentes da Meo, Vodafone e Nos juntaram-se esta quinta-feira para lançar um duro ataque à Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), sobretudo ao seu presidente, Cadete de Matos. No congresso anual da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), em Lisboa, estes responsáveis criticaram a atuação do regulador, nomeadamente na implementação do 5G (quinta geração móvel) em Portugal.

"O País não pode ficar refém de uma entidade" para a implementação de uma tecnologia "desta importância", defendeu Miguel Almeida, que culpa a Anacom por atrasos no processo. O presidente da Nos acusou ainda o regulador de utilizar o Eurostat para condicionar a decisão do futuro leilão de espectro.

Já Alexandre Fonseca, da Altice/Meo, afirmou que o setor tem "um responsável de regulação que não regula", acusando-o de "comprar guerras com toda a gente" e de "colocar o setor para baixo". Mário Vaz, da Vodafone, reforçou que a tecnologia 5G "é demasiado importante" para ficar "à roda livre" da Anacom e considerou que o atraso "é recuperável". "O 5G é instrumental para a competitividade do País".

O último dia de congresso ficou ainda marcado pela presença de Cristina Ferreira, que disse acreditar que "as pessoas vão continuar a ver TV se esta apostar na qualidade".
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