Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
3

FC Porto na final da Taça da Liga com polémica

Bom jogo de futebol, temperado com todos os ingredientes que fazem a história dos grandes clássicos.
Mário Pereira 23 de Janeiro de 2019 às 01:30
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Jogo entre S.L. Benfica e F.C. Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Jogo entre S.L. Benfica e F.C. Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Jogo entre S.L. Benfica e F.C. Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Benfica e FC Porto
Golos, casos, emoção, polémica, houve ingredientes q. b. para dar sabor ao clássico de ontem entre Benfica e FC Porto. Um jogo que envia os dragões para a final da Taça da Liga, a realizar no próximo sábado com o vencedor do encontro de hoje, entre Sporting e Sp. Braga, e que assinala a primeira derrota de Bruno Lage enquanto treinador principal das águias.

A primeira parte desta meia-final foi elétrica. Ao fim de 100 segundos já ambas as equipas tinham desperdiçado cada qual uma oportunidade de golo. Uma promessa de futebol positivo que haveria de se cumprir até final do jogo.

No ‘tu-cá-tu-lá’ da primeira parte, o primeiro golo surgiu aos 24 minutos precedido do primeiro lance de polémica. Óliver, ontem feito formiga no meio-campo operário do FC Porto, promove um contacto com Gabriel e ganha a refrega. A bola segue para Marega, este permite a defesa incompleta de Svilar e surge Brahimi a emendar.

O VAR alerta para a possível falta de Óliver mas Xistra mantém a primeira decisão. Golo validado com uma decisão que se aceita, pois o contacto faz parte do futebol e Gabriel parece ter querido tirar partido do toque.

O FC Porto mantém a pressão alta. Vai mais longe do que o Benfica na tentativa de retirar espaço de construção ao adversário. Mas são os encarnados que marcam, num lance em que Vaná detém o primeiro remate de Seferovic mas coloca a bola redonda nos pés de Rafa. Durou pouco a festa dos de vermelho, pois logo a seguir Marega faz o 2-1, a culminar uma boa jogada na qual também tomaram parte Brahimi e Corona.

Com o jogo repartido, o Benfica chega ao empate por Pizzi. Mas Carlos Xistra, no lance mais polémico do jogo, anula o golo por alegado fora de jogo de Rafa na construção da jogada. Fica a ideia de que o jogador do Benfica está em linha com Óliver. Com um erro cai o pano sobre uma primeira parte que passou muito rápida.

Após o intervalo o FC Porto vem mais contido. Sérgio Conceição decide aproximar a equipa e concede mais espaço e mais bola ao Benfica. Um risco. Nesta fase as melhores oportunidades são dos encarnados, mas faltou nervo à dupla atacante para fazer estragos.

A saída de Pizzi não beneficia o Benfica. E a estratégia de Conceição acaba por ser premiada, com um terceiro golo, por Fernando, numa transição rápida. O FC Porto avança para a final e volta a jogar no próximo sábado.

"Pegámos o touro pelos cornos"
"Sinceramente não me apetece muito falar do jogo. Fomos uns justos vencedores", disse Sérgio Conceição. "Podia falar em touradas que pegámos o touro pelos cornos, mas temos respeito pelo Benfica", afirmou o técnico, fazendo uma alusão à música relativa a tourada ouvida na Luz após o 1-0 (Liga).

Conceição emocionou-se ao falar de Sala, o seu jogador no Nantes. "A minha cabeça está com ele" , revelou o treinador portista.

Luís Filipe Vieira: "Na dúvida é fácil prejudicar o Benfica"
"Quando assistimos a um homem com câmaras à frente que não sabe distinguir uma falta e tem a lata de anular um golo ao Benfica, não pode arbitrar. Na dúvida, é fácil prejudicar o Benfica", disse Luís Filipe Vieira revoltado com o VAR [Fábio Veríssimo].

"Há árbitros condicionados porque foram ameaçados. Ninguém nos vai vergar. Demos um show de bola. Acreditamos que vamos subir e não é preciso reforços", concluiu o líder do Benfica.

ANÁLISE 
Futebol positivo
As duas equipas entregaram-se de corpo e alma. Quando assim acontece, o espetáculo está garantido. Este foi um jogo de alta rotação, com futebol positivo. Apesar do 3-1, houve incerteza no resultado até quase ao final da partida.

Maus exemplos
O pior deste jogo veio do banco de cada uma das equipas. Luís Gonçalves, diretor do FC Porto, e Rui Costa, administrador da SAD do Benfica, exageraram nos protestos para dentro do campo e foram expulsos, em tempos diferentes.

Golo mal anulado
O lance do golo anulado ao Benfica, aos 45+2 minutos, marca indelevelmente a atuação de Carlos Xistra. Rafa estava em linha e as regras, neste caso, dizem que a posição do jogador é legal. Uma decisão com influência para o resto do jogo.
Benfica Luz Bruno Lage Marega Sp. Braga Sporting Gabriel Luís Gonçalves Nantes Svilar VAR desporto futebol
Ver comentários