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"O meu problema não são os adversários, são os problemas que os portugueses têm": Seguro sobre eleições presidenciais

Candidato presidencial defende que é necessário "derrotar os extremismos em Portugal".

08 de janeiro de 2026 às 23:41

O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que os políticos "não são todos iguais" e recusou atacar os adversários porque o seu problema não é com eles, mas com as dificuldades dos portugueses, apelando ao voto "contra os extremismos".

"Estou nesta campanha e quero ser, ambiciono ser o vosso Presidente da República, também para cuidar da democracia e para elevar o debate. (...) Contra a lama, contra os extremismos porque isso é que também afasta as pessoas da política", defendeu Seguro num jantar em Portalegre que junta cerca de 350 pessoas.

Referindo-se à frase que muitas vezes é dita de que os políticos "são todos iguais", o candidato presidencial apoiado pelo PS recusou esta ideia: "não, não somos todos iguais na política".

"E tantas vezes ouvi alguns comentadores dizer: ah, ele é um bocadinho fraquinho, porque não lhes vai a eles. Desculpem, eu peço imensa desculpa: o meu problema não são os adversários, são os problemas que os portugueses têm, as dificuldades do dia-a-dia, a necessidade de os resolver", enfatizou.

Seguro recuperou uma ideia que tem defendido em alguns discursos de que é necessário "derrotar os extremismos em Portugal" e apelou à união para que isso seja possível.

"É por isso que o voto nesta candidatura é um voto que conta contra os extremismos, é um voto que defende e cuida da nossa democracia, é um voto que é 100% leal à Constituição da República, que defende o nosso Estado Social e que evita a concentração de poder num só campo político no nosso país", reiterou.

Para o antigo líder do PS, "um dos deveres de um democrata é tratar bem os seus adversários, com consideração, com estima".

"Porque isso induz um comportamento na sociedade, de que se pode ser diferente, pode-se ter opiniões diferentes, não temos de estar todos de acordo, mas que nos consideramos uns aos outros", sugeriu, reiterando que não escolheu ao acaso as palavras democratas, progressistas e humanistas quando anunciou a sua candidatura.

Na perspetiva de Seguro, no país está-se "a perder a empatia uns para os outros".

"Há famílias onde já há pessoas que não se falam por causa dos debates políticos que existem. Nós não podemos permitir que se faça isso ao povo português. Uma das qualidades, uma das características do nosso povo português foi sempre a solidariedade entre vizinhos, entre a família, entre os amigos", lamentou.

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