Carlos Rodrigues
DiretorNos últimos dias têm-se sucedido listas de apoiantes acidentais de António José Seguro. Uma amálgama de dirigentes e simpatizantes dos partidos de direita e de centro-direita, autarcas, empresários, muitos homens de negócios, e também alguns intelectuais de grande qualidade, têm-se acotovelado para bradar bem alto o apoio e o voto no próximo Presidente da República. Ainda no passado fim de semana surgiu uma carta aberta de “não-socialistas por Seguro”, que juntou mais de 250 subscritores.
Trata-se de uma inovação absoluta na nossa democracia, trazida por esta segunda volta das presidenciais. Chegou ao fim a era em que o voto era secreto, e os alinhamentos políticos eram depreendidos das simpatias ou filiações partidárias. Agora é tempo de um verdadeiro ‘striptease’ eleitoral, em que todos querem afirmar, alto e bom som, que também apoiam o político que, com toda a probabilidade, vai ocupar o Palácio de Belém nos próximos 5 anos, enquanto, ao mesmo tempo, contestam, no fundo, a equidistância decretada pelo primeiro-ministro em nome do seu partido, sem ouvir qualquer órgão estatutário. Este desfiar de apoios, como quem mostra o dia a dia nas redes sociais, talvez ajude muito pouco o seu destinatário, porque ninguém votará em Seguro por causa deles, e o contrário talvez não seja assim tão certo. Chegará o momento em que Seguro vai ter de se virar para os seus apoiantes de ocasião e perguntar-lhes: “Porque não se calam?”
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Por Carlos Rodrigues
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