É irreversível o processo que a Europa encetou de aumentar a autonomia em matéria de segurança e defesa. O tema está em cima da mesa na UE, onde existe um consenso praticamente unânime de que a Europa tem de abandonar de uma vez por todas o estado de dependência e lassidão em que se deixou embalar nos últimos 80 anos e que chegou a hora de assumir a responsabilidade pela própria defesa - não só da integridade do território e das fronteiras, mas sobretudo dos valores e da visão humanista que irradia, como um farol, para o resto do mundo. Julgo que mesmo nós, portugueses, aqui na ponta mais ocidental da Europa, já interiorizamos que este passo no sentido do reforço da defesa coletiva europeia é essencial para garantirmos a paz e a estabilidade no nosso continente. As ameaças são reais e não são distantes. Três anos de agressão russa na Ucrânia e uma situação geopolítica em acentuada mutação forçam-nos a agir e a agir em conjunto e rapidamente. A questão da segurança da Ucrânia não pode ser desligada da segurança da Europa como um todo e de cada um dos países que a compõem. Também por isso, Portugal apoia, e bem, a luta dos ucranianos desde o primeiro momento.
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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