O candidato presidencial Gouveia e Melo publicou no TikTok uns vídeos em que aparece em locais que estão a arder. Num outro, fala sobre a situação dos fogos, pouco ou nada se distinguindo dos líderes partidários que usam o tema para fazer combate político, geralmente com uma boa dose de populismo. Ora, num momento tão crítico e complexo, não creio que seja isto que se espera de alguém que se diz preparado para ser Presidente da República. Não está. Gouveia e Melo começa por dizer que em 2017 esteve em Pedrógão Grande, para logo concluir que, oito anos depois, estamos a viver “exatamente a mesma situação”. Se andou lá, tem obrigação de saber que, felizmente, a situação está longe de ser exatamente a mesma – e nem preciso de explicar porquê. Depois, critica o “planeamento e organização”, referindo-se aos aviões Canadair avariados, sem cuidar de saber que seriam substituídos nos dias seguintes. O seu sentido de responsabilidade e experiência política (que não tem) deviam impor-lhe outro tipo de postura que não a do cidadão comum à mesa do café, ou seja, devia estar do lado da solução e não de quem apenas aponta o dedo ao problema. Mas piores são as incursões do candidato aos locais dos incêndios quando estes ainda estão ativos. Se alguma lição se aprendeu em 2017 foi justamente que os políticos se devem abster de aparecerem no terreno – porque só vão atrapalhar. Mas campanha é campanha e Gouveia e Melo lá foi. E meteu tudo no TikTok, pois então.
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