Tenho para mim que se CGTP e UGT fossem a votos teriam ainda menos apoio popular que os partidos que estão por trás têm tido. E não seria difícil perceber porquê. A greve geral anunciada pelas centrais sindicais não é uma resposta contra o governo, é um estrebuchar contra a própria irrelevância. No caso da CGTP é uma prova de vida de uma força política que, por culpa própria, está pouco mais que moribunda. Como não conseguem mobilizar o país, vão tentar paralisá-lo. Sem justificação objectiva e alheios ao dano que vão causar. Não há uma greve geral há mais de dez anos. Mas o país está hoje pior que há quatro, cinco, seis anos? Óbvio que não. Os rendimentos dos trabalhadores portugueses são os que mais sobem na OCDE, a carga fiscal sobre as famílias reduziu, o desemprego está em mínimos históricos e o emprego em máximos. O argumento para a greve são as alterações laborais que o governo quer introduzir e que, ao contrário do que os sindicatos dizem, retiram precariedade e protegem mais os trabalhadores. Uma proposta, aliás, que ainda está em aberto. A CGTP, como sempre, autoexclui-se da discussão. Já a UGT, ao mesmo tempo que se senta para negociar, embarca numa greve incompreensível e despropositada.
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