Desde os anos da guerra fria que o mundo – e especialmente a Europa – não falava tanto em guerra e em defesa. A guerra invadiu territórios e também a vida das pessoas, passando a ser o tema dominante, ou pelo menos omnipresente, no espaço político-mediático. Portugal não é excepção nem podia ser. A nossa pertença à União Europeia e a organizações como a NATO (somos um dos países fundadores, em 1949) tem esta outra face da moeda, que impõe deveres e solidariedades a que não podemos virar as costas. Por paradoxal que possa soar e malgrado a hipócrita narrativa de partidos como o PCP, investir em defesa é investir na paz. E a verdade é que a Europa descurou essa tarefa primordial durante muito tempo. Por um lado, confiante na eternização de um estado de paz e progresso no território europeu. Por outro lado, confiada na protecção de terceiros, leia-se, na protecção dos Estados Unidos da América, desse por onde desse. Ora, esta confiança toda deu no que deu. A guerra na Ucrânia, depois no Médio Oriente, e a mudança operada na política externa e de defesa norte-americanas com a reeleição de Trump abalaram as fundações da velha Europa. Que tem de repensar rapidamente o seu lugar no mundo, a começar pela defesa do seu território e dos seus valores.
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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