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Paulo de Morais

Paulo de Morais

Professor universitário

Recordar Sócrates

29 de agosto de 2023 às 00:30

José Sócrates (JS) foi primeiro-ministro há quase vinte anos, governou apenas seis. Mas as suas políticas delapidaram as Finanças públicas por uma geração. É JS o verdadeiro pai da nossa colossal dívida pública, que até hoje pagamos. JS nacionalizou um banco falido, o BPN - assumindo prejuízos de sete mil milhões -, deixando intacto o património dos donos do banco. JS celebrou os contratos ruinosos das PPP rodoviárias, garantindo (por mais de trinta anos) aos privados taxas de rentabilidade de 14% e mais, quando as taxas estavam perto de zero. Este crime repetiu-se em 21 autoestradas. Foi ainda JS que celebrou os contratos de energias renováveis (eólica e fotovoltaica) que permitiram aos privados vender energia a preços sete vezes superiores aos do mercado, assumindo o Sistema Eléctrico português o défice tarifário, que hoje todos pagamos nas contas da electricidade. Por estas e outras, Sócrates não pode ser esquecido. Nem perdoado.

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