A ordem das coisas mudou bastante desde então, mas o livro (muito ‘weberiano’) lança pistas para o futuro e, no final do século XX, descobria esses sinais sobretudo no Oriente. O segredo? Determinação, sacrifício, moderação, estudo (a paixão coreana, por exemplo), pouca dívida.
Coisas difíceis de ouvir, sejamos sinceros, porque não estamos para isso. O tempo do "crescimento infinito" (a doutrina do capitalismo e socialismo globais) acabou: a Europa "acaba de descobrir" que, afinal, não vai crescer senão 1%.
E, para cúmulo, o melhor whisky do mundo é japonês; aliás, nenhum dos cinco primeiros é europeu.
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Citação do dia
"É bom que mudemos rapidamente. Hoje. Ou depois nem pernas teremos para fugir daqui"
Joana Amaral Dias, ontem, no CM
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Sugestão do dia
Como se pode enganar toda a gente ao mesmo tempo? Com números. É esta a tese de ‘O Ajuste de Contas. Como os Contabilistas Governam o Mundo’ (Lua de Papel), onde Jacob Soll fala de manipulação, auditorias, malabarismo e rigor.
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Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
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Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa.
Trump, afinal, pode ser contrariado. O seu poder tem limites.