Mais de um terço (quase 35%) dos professores chumbaram naquela prova ridícula a que foram submetidos. Se o processo em redor da avaliação de professores está inquinado? Está. Se é possível fazer uma reforma do sistema de ensino sem a presença dos professores? Não, não é. Mas que um número muito substancial de professores avaliados confunda ‘há’ com ‘à’, introduza vírgulas entre sujeito e predicado ou que 854 dos avaliados não tivessem nota superior a 50% e que 22,4% deles não tivessem conseguido ultrapassar os 5% nessa prova – isso não é matéria sindical, diz-nos respeito a todos. Sabemos que a frequência de uma prova de avaliação, por si só, não constitui garantia de qualidade dos avaliados. Mas não se percebe que uma onda de choque não tenha abalado os habituais combatentes pela qualidade do ensino.
Citação do dia
"A História não se repete, mas os erros parecem obedecer a arquétipos"
Rui Pereira ontem, no CM
Sugestão do dia
Livro fundamental: ‘Armas, Germes e Aço: os destinos das sociedades humanas’, de Jared Diamond (Temas e Debates). O assunto da nossa vida: por que razão algumas sociedades se tornaram mais fortes do que outras.
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