Falar verdade na política é uma trapalhada. Pelo contrário, dizer mentiras é aceite como uma espécie de inevitabilidade; não apenas fazer promessas impossíveis de cumprir (todos os eleitores conhecem as regras do jogo, encolhem os ombros e dão um desconto) – mas dizer efetivamente mentiras com grande convicção, o que é muito gabado (J.M. Júdice diz que António Costa é um ás na matéria, por isso gosta dele).
O ‘Washington Post’ enumerou as mentiras de Donald Trump, que ultrapassaram as mil; é um campeão que acabará expulso da Casa Branca.
Este fim de semana, o Twitter encheu- -se de protestos por causa de uma mentira descarada do primeiro-ministro, mas a despenalização da mentira veio há alguns anos pela mão de uma deputada que disse esta joia sobre o PM da época: "Se Sócrates mentiu, nem acho que seja muito grave."
A Comissão de Igualdade de Género, que gosta de proibir livros, vá lá, não mentiu: limitou-se a aldrabar a sua ‘análise’ indo atrás da bandalheira do Facebook, arrastando o governo e parte da imprensa amiguinha, que também não se importa com a verdade, basta-lhe ser parva.
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