Passaram no último sábado vinte anos sobre a morte de Roberto Bolaño (1953- -2003, teria hoje 70 anos), escritor chileno que viveu a parte essencial da sua vida entre o México e Barcelona, onde morreu. Entre as 800 páginas de ‘Detetives Selvagens’ e as 1200 de ‘2666’ - o seu grande romance, o seu grande legado que já não viu publicado - há livros de contos (como ‘Chamadas Telefóni- cas’ ou ‘Putas Assassinas’) e pequenos romances brutais, de uma beleza labiríntica e obscura que lhe garantem o lugar de mais influente e criativo autor da sua geração. Nesses títulos, publicados em vida (‘Noturno Chileno’, ‘A Literatura Nazi na América’) ou depois da morte (‘O Ter- ceiro Reich’ ou ‘Os Dissa- bores do Verdadeiro Polícia’), estão os temas de ‘2666’, que resume a sua obra e mudou o destino da literatura latino-americana. Onde García Márquez tem Macondo, a cidade dos sonhos, Bolaño (herdeiro de Borges) tem Santa Teresa, a cidade onde o horror, o sentimentalismo e o sonho se misturam. É o meu maior; o nosso mágico.
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