Vivo bem perto do Teatro Experimental de Cascais, dirigido por Carlos Avilez (1939-2023), e ontem não havia representação de ‘Electra’, a peça de Eugene O’Neill que ele tinha insistido em ser testemunha do seu regresso. A primeira peça encenada por Avilez que vi naquele palco foi um deslumbrante ‘Lisístrata’ e, logo depois, o ‘Rei Lear’, há muito tempo, creio que nos anos 90 - e voltei para assistir às outras encenações de Shakespeare, ‘Sonho de uma Noite de Verão’, ‘Muito Barulho para Nada’, o magnífico ‘Macbeth’, ‘Como vos Aprouver’, ou o mais recente ‘Hamlet’. Com Joaquim Benite e Ricardo Pais, ninguém entendia Shakespeare tão bem. É o teste de fogo. Pelo meio, tive a sorte de ver Lorca, uma inesquecível ‘Marat Sade’ ou Tennessee Williams, Gil Vicente, mas também Mário Cláudio ou Pascoaes. Para tudo Avilez transportava um sentido apurado de modernidade e melancolia - além de um gosto delicado ao lidar com os clássicos. Avilez (com Benite, João Mota e Ricardo Pais, é verdade) abriu-me as portas desse gosto.
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