Quando pensamos no policial clássico, britânico, cheio de desenlaces surpreendentes, Margery Allingham (1904-1966) está no pódio com Agatha Christie ou Dorothy L. Sayers; para competir com Poirot ou Lord Peter Wimsey, Allingham, que era mulher inteligente e cheia de humor, criou um investigador quase insignificante, Albert Campion - um caixa d’óculos de cabelo ralo e sem grandes atributos físicos, de passado misterioso e aristocrático, registo criminal duvidoso (como Sherlock Holmes), sobrinho de um bispo, com várias identidades e heterónimos, uma ou outra aventura amorosa (sobretudo com Biddy) e a companhia de um antigo condenado, Malgeforstein, ou de um inspetor da Scotland Yard, Oats. Como passam hoje 120 anos sobre o nascimento de Allingham, relembro títulos como ‘Homicídio no Campo’, ‘Morte de um Fantasma’, ‘Mistério no Mundo da Moda’, ‘Flores para o Juiz’, ‘Estrada para a Morte’, ou ‘Morto Duas Vezes’, que alegraram a vida de qualquer leitor de policiais da ‘idade de ouro’ do género.
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