Farto de ouvir jornalistas excitados (além de políticos em ebulição) a fazer comentários sobre as eleições francesas, ontem de manhã levantei-me e andei à procura de ‘O Leopardo’, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957), para citar corretamente a sua frase mais famosa. Lá estava, ao canto: "Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude." Lampedusa, siciliano, é um dos escritores mais geniais do meio do século XX e, em Itália, talvez só se lhe comparem Giorgio Bassani e, depois, Italo Calvino. Uma frase destas deu a volta ao mundo e voltou. Emmanuel Macron deve gostar dela: aos poucos, o burburinho acerca desta vitória espampanante da super-esquerda francesa baixou de tom e, no meio da poeira, chegamos à conclusão de que o partido do PR francês é bem capaz de ser o mais forte no Parlamento. O poder solidifica as alianças da mesma forma que o entusiasmo as destrói a médio prazo. Lamento arrefecer os ânimos mas, para a semana, estaremos a chegar a conclusões diferentes das de anteontem.
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