Em 1972, Luís Filipe Lindley Cintra, um dos nossos grandes linguistas (autor de uma bela gramática - com o brasileiro Celso Cunha), publicou um estudo sobre ‘Formas de Tratamento’ na Língua Portuguesa. Era outro tempo: grandes empresas ou instituições não me tratavam por ‘tu’ quando abria os seus sites (que não existiam nessa época) ou escutava a sua publicidade, até porque não me conheciam de lado nenhum. Ainda se usava o ‘vós’. Hoje tuteia-se muito - um abuso deselegante. O destrambelhamento é tão grande na nossa língua que, quando queremos insultar ou diminuir alguém, o tratamos por ‘senhor’. O "Sr. Trump", "o Sr. Macron", "o Sr. Putin", como já foi "a Sra. Merkel". Quando alguém trata uma pessoa por "o Sr. Santos", "o Sr. Montenegro", já se sabe que é para chacota (o líder do PS é arrapazado para "Pedro Nuno", não sei porquê). Diz-se ‘senhor’ e imita-se um esgar de nojo. Que saudades do tempo em que havia senhores. Na AR, já o Sr. Ventura trata as pessoas por ‘você’, o que é ainda mais agarotado. Que gente.
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