Foi finalmente traduzido em Portugal um dos mais importantes livros sobre a crise das democracias. Não, ‘A Rebelião das Elites e a Traição da Democracia’ (Relógio d’Água) não é sobre ‘a atualidade’: melhor do que isso, é sobre as raízes do descontentamento atual. Christopher Lasch terminou-o em 1994, pouco tempo antes de morrer. É atualíssimo: está lá desenhado o retrato que a boa consciência ‘progressista’ se recusa a aceitar: que os debates, as preocupações, o cosmopolitismo e as ‘causas’ de bazar, muito modernas, levaram as elites a um isolamento crescente e a não saberem como funciona o mundo em que são privilegiadas. Desconhecem as dificuldades e os interesses da comunidade. São turistas no seu próprio país, ignoram os interesses e a realidade dos outros, vivem num mundo centrado na autoestima e no narcisismo herdado dos anos 60 - e acham que as massas anónimas dos trabalhadores e da pequena burguesia são por definição reacionárias, xenófobas, maçadoras e atrasadas. 30 anos depois, é um dos livros do ano.
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Só isso explica que, no Parlamento Europeu, se tenham abstido ou chumbado um protesto contra a violência sobre civis iranianos.
Nos delírios das ‘ciências woke’, os factos são um empecilho a ultrapassar para dar voz aos delírios. Pobre Shakespeare, seja ele quem tenha sido na sua grandeza.
Como diria Chico Buarque, “a coisa aqui está preta” – no cérebro brasileiro.
Que pena as nossas escolas serem surdas – a Mozart e ao transcendente que ele nos dá a respirar, como uma tentação de eternidade, sentido de humor e talento puro. Nem é preciso explicar.
Com Trump, o optimismo é ingénuo. O bully parece imparável - até que o que o param.
"Ventura não quer ser Presidente, mas alimentar uma dinâmica que o leve a São BentoVentura não quer ser Presidente, mas alimentar uma dinâmica que o leve a São Bento".
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