Conta-se que ‘O Nosso Homem em Havana’ foi escrito por Graham Greene (1904-1991) a partir de uma história que recolheu em Portugal quando era responsável pela contraespionagem do MI6 - ambientado em Cuba, é uma história cómica de espionagem, deliciosa e cheia de trapalhadas. Muito da obra de Graham Greene oscila entre o humor negro, o trágico, o sentimento de culpa católico (como em ‘O Poder e a Glória’) e o combate contra o mal omnipresente no mundo humano (detestava pássaros e não acreditava em ‘boas pessoas’). É um romancista sem grandiloquência - histórias cruas, românticas e comoventes, mas sem grande sentimentalismo. Li ‘O Cônsul Honorário’ em Corrientes, na Argentina, sentado numa esplanada, sem saber que aquele era o cenário do livro, junto ao rio Paraná; pela primeira vez percebi porque é que grande parte dos seus livros tinham passado ao cinema - porque a sua arte ligava personagens e cenários fascinantes em histórias cheias de dilemas morais e políticos. Passam hoje 120 anos sobre o seu nascimento.
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