O meu doce de eleição é o pudim Abade de Priscos, que tem a mão de Manuel Joaquim Machado Rebelo (1834-1930), pároco da freguesia de Priscos, Braga. Não tem que enganar. Já sobre a “doçaria conventual”, um dos emblemas da gastronomia portuguesa, há dúvidas – não sobre a existência dos doces, mas sobre as suas origens, almas criadoras e idade. Um dos manuscritos da Biblioteca Nacional (BN) em que assentava a história mítica do seu receituário (o ‘Livro das Receitas de Doces e Cozinhados Vários do Convento de Santa Clara d’Évora’) parece, afinal, ter sido fabricado para lhe criar um passado, e não é de 1729, mas muito posterior. As incongruências foram detectadas pelos investigadores Isabel Drumond Braga e João Pedro Gomes que não escreveram o romance dessa invenção, o que é uma pena, pelo muito que sabem. Inventar a biografia dos fios d’ovos, da barriga de freira, do papo d’anjo ou do toucinho do céu seria genial. É penoso e maravilhoso quando um mito pode dar origem a uma história ainda melhor.
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