Não é cedo - falta um ano e um mês para as presidenciais, o que nos devolve ao eterno problema de termos alguém que nos represente em Belém. Não é fácil, porque não se trata de alguém que nos tutele, que nos apaparique, que sirva de mordomo em ocasiões solenes, ou que apenas se encarregue de mostrar a nossa incapacidade de lidar com o país. Supondo que não nos é possível contar com figuras como António Barreto ou Laborinho Lúcio, podemos entreter-nos com os nomes que o ‘ar do tempo’ empurra para as televisões - e com a aflição que tomou conta dos partidos diante da possibilidade de mais um “homem providencial”, como Gouveia e Melo. Temos um ano para fazer esse debate. Um ano será tempo suficiente para explicar como continuamos a celebrar 50 anos de regime (que substituiu os 50 do anterior) apesar de não estarmos satisfeitos com nenhum dos nomes sonantes para a pequena política - nem com a exceção do almirante, cuja vitória dependerá de permanecer uma esfinge até janeiro de 2026. Na verdade, merecemos.
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