Em setembro de 1983 tive a felicidade de ouvir o ‘Bolero’ de Maurice Ravel (1875-1937, passam hoje 150 anos sobre o seu nascimento), ao vivo, com a coreografia de Maurice Béjart (1927-2007). O espetáculo já estava esgotado, mas era a última apresentação e a Ópera de Paris resolveu que os pobretanas podiam assistir sentados nos degraus da sala. Obrigado. Sim, há o popular fragmento de filme com Bo Derek, mas passemos por alto; o que fica para a eternidade é a música, exatos 14:10 minutos na partitura original, 17 minutos para ficar perfeita, segundo o próprio Ravel, que viu a música estrear em 1928. É um dos momentos mais altos da segunda geração romântica, ao lado de Fauré, Saint-Saens, Mahler, Dvorák, Gershwin ou Debussy. Sobre todos eles, Ravel é o fantástico artífice de ‘Pavana para uma Infanta Defunta’, ‘Daphnis et Chloé’, ‘Um barco no oceano’, ou os maravilhosos fragmentos ‘Pavana da bela adormecida no bosque’ ou ‘O jardim mágico’. O século XX deve-lhe uma intensidade tão rara que só a beleza da música consegue explicar.
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