Febre, gripe, sono e calor na rua – no meio deste estado vegetativo vejo as televisões repetirem quase (há exceções) as mesmas análises que faziam antes de 18 de maio. Não porque 18 de maio seja uma data de “mudança de regime”, mas porque alguma coisa mudou no país, exceto os comentários e a sua lógica. Faz lembrar a mãe do filme ‘Adeus, Lenine’, que teve que ser iludida com mentiras piedosas e divertidas para que não soubesse que o comunismo e o Muro de Berlim tinham caído na Alemanha Democrática – e que tudo ficara igual. As vitórias mais avassaladoras do Chega na Europa vêm de França, do Luxemburgo e da Suíça, dois países ricos e prósperos, e um condenado a ser uma espécie de pária do bem-estar – o que empurra o PS para um até há pouco inesperado terceiro lugar. Parte dos comentadores, como parte dos líderes da esquerda mais radical, não compreendem como foi isto possível e como os “descamisados da terra” puderam ter mais representação eleitoral e pôr em causa o seu direito divino ao mando. É a luta de classes.
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