Quando os homens não fazem as suas escolhas, os acontecimentos escolhem por eles. A frase é de Raymond Aron e merece ser repetida quando se discute sobre “o fim do mundo”, ou seja, o segundo lugar do Chega no parlamento. Ao contrário dos que veem o início de uma época, há aqui o prolongamento do interregno iniciado quando Costa decidiu que era impossível governar, ao centro, com o centro-direita – e preferiu comandar um bloco de esquerda que dividiu o país em dois. Tudo correria bem e a esquerda empurraria o centro-direita para os braços da extrema-direita, como foi anunciado pela frase de Pedro Nuno Santos em 2017: “Nunca mais precisaremos da direita para governar.” Quem soubesse de história detetaria aqui um sopro bolchevique, mas a volúpia do poder e dos empregos fala sempre mais alto. A proposta mais sensata é sempre a mais aborrecida e menos ‘pop’ – um entendimento ao centro que permita fazer reformas e mudar o país. O PS não está habituado a cedências, mas não há outro remédio. E é a única forma de controlar este PSD.
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Talvez quem ande mais perdido sejam as elites políticas e culturais ocidentais.
E, à cautela, proibiu a tarja, com toda a razão.
Tempestades: mais tarde ou mais cedo voltaremos a situações semelhantes.
No futebol mantém-se a lógica de quema acha que pode, quer e manda.
A ideia de que o povo está farto de eleições é um chavão das elites de Lisboa.
O PS é um partido anquilosado. E Carneiro é melhor meter-se ao caminho por si só.
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