Depois da independência, o xeique da mesquita central da Ilha de Moçambique, Abdurrazzaq Assane Jamú, teve de esconder-se – primeiro na fortaleza de São Sebastião e, depois, escapando para o Mossuril, terra firme. Os seus perseguidores queriam matá-lo porque era “amigo dos portugueses”. É uma história longa e cómica que me foi contada vinte anos depois pelo próprio e por alguns dos perseguidores, à mesa do café em que Jorge de Sena escreveu o seu poema sobre Camões na Ilha de Moçambique, em 1972. Abdurrazzaq foi em peregrinação a Meca (a Hajj) com a ajuda do governador da ex-colónia, Rebelo de Sousa, tal como muitos outros imãs. Quem também nasceu em Moçambique foi o xeique David Munir, português, imã da mesquita de Lisboa, insultado no 10 de Junho por alguns ignorantes que não sabem história e a quem as televisões deram palco – sem, no entanto, explicar a tradição da sua presença na cerimónia dos antigos combatentes (que incluíam muitos muçulmanos da Guiné e de Moçambique), porque isso dá muito trabalho. Somos isto.
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