Desconheço os contornos, os antecedentes, a genealogia, a sensibilidade, a temperatura do ar, a humidade da serra e o grau de atrevimento deste personagem – na verdade, sei apenas o que já dava para abrir um romance daqueles que podiam ficar para a história da literatura como a biografia de um herói picaresco. Isto (contado pela CMTV, a quem agradeço) passou-se na freguesia de Alvendre, na Guarda – e não perto de Toledo, onde começa o ‘Lazarilho de Tormes’, nem em Dublin, onde decorre o ‘Ulisses’, de Joyce, nem em Barrelas, de onde procede o ‘Malhadinhas’, de Aquilino Ribeiro, nem em Casdemundo, como o ‘Benito Prada’ de Fernando Assis Pacheco. O cavalheiro, que assistia ao concerto nas festas do lugar, decidiu subir ao palco e apalpar uma das bailarinas – em consequência, como ainda há moral e ordem, foi expulso como acontece aos peralvilhos atrevidos. Descontente com a punição, humilhado, voltou daí a pouco e deitou fogo ao palco. O que aconteceu depois é material de romance. E o herói é um patife de livro. É o verão.
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