Talvez um dia votemos em políticos que não fizerem promessas. Veja-se António Costa, que prometeu acabar com os problemas da habitação até 2025, de modo a todos terem casa para comemorar os 50 anos do 25 de Abril. Uma promessa destas foi feita várias vezes, anunciada em altifalantes, com direito a ser repetida como um refrão. No entanto, nenhuma das sucessivas metas foi cumprida. Nem uma. Das 26 mil casas foram entregues pouco mais de mil. Veja-se agora o Presidente da República: em entrevista ao canal de notícias da ONU, Marcelo declarou de novo querer ser recordado como “o político dos sem-abrigo”, dos jovens e das causas sociais. A promessa foi feita várias vezes desde 2016 (acabar com os sem abrigo até 2023), reiterada, atualizada – e desmobilizada. Um Presidente não tem poderes para isso, é evidente. Mas pode exigir compromissos aos governos; não o fez; nem um discurso em data solene. O número dos sem-abrigo cresceu 23% de 2022 para 2023, e aumentou 78% nos últimos quatro anos. É uma coisa triste, mas é isto.
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