Menino de ouro. A designação é de Agustina Bessa-Luís, que em 1983 escreveu o romance com esse título, ‘Os Meninos de Ouro”, uma parábola sobre esse tempo em que uma geração julgou poder mudar o país e o seu destino – eram rapazes que nasceram sob o signo da ousadia e Francisco Sá Carneiro (1934-1980) era um deles. No romance é José Matildes (aparece o b brilhante Farina, aliás Ruben A., o escritor) e é preciso travar-lhe a ambição, o desejo, a energia (disputada por Rosamaria e Marina, as mulheres da sua vida), até à tragédia final. Essa teve lugar há 45 anos, a 4 de dezembro de 1980. Primeiro-ministro durante quase um ano, líder do PSD desde a sua fundação, Sá Carneiro não foi apenas um meteoro que incendiou com convicção a pobre política portuguesa e abalou os velhos sacristães da moral lusitana, sobretudo à esquerda – foi um elemento de coragem e frontalidade. Se aquele avião não tivesse caído em Camarate talvez a velocidade do país tivesse acelerado. Mas nunca se saberá: o mito é forte, e a sua lenda está viva.
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