Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesHabituámo-nos a ver as celebridades como Deuses. O seu trabalho não ocorre em escritórios mal-iluminados, cubículos ou oficinas sujas, mas palcos, ovações de pé e glamorosos eventos. Parecem ungidos por um Deus que deu o Olimpo. Mas são gente de carne e osso como nós, vivem no mesmo planeta que nós. Apenas o seu quotidiano parece decorrer num Olimpo intangível e inalcançável. É por isso, casos como o de Nininho Vaz Maia, o cantor em ascensão, que parecia estar em todo o lado, seja como mentor no The Voice Kids ou a esgotar a arena do Campo Pequeno, nos parecem estranhos e causam espanto. Assim, segundo a PJ, Vaz Maia desempenhava um papel, não necessariamente central, mas nem por isso negligenciável num esquema de tráfico de droga e alguns dos seus concertos teriam sido mesmo utilizados para facilitar a distribuição e rentabilização de tal produto. O que guarda o futuro para o cantor, ninguém sabe, mas talvez seja tempo de percebermos todos, que só porque as vidas dos famosos são mais “espetacularizadas” (não confundir com “espetaculares”), não significa que eles sejam também mais éticos, honestos e sérios que nós. Saímos todos da mesma sociedade, somos todos humanos, demasiado humanos e, por conseguinte, errantes.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Talvez devido ao facto de meio País estar debaixo de água, não existem notícias de outras tragédias.
Tiveram uma postura digna de quem serve aquela instituição.
Se o alerta era máximo, o responsável máximo da ANEPC tinha de cá estar.
A prevenção começa em cada um de nós.
Não existe violência de esquerda ou de direita. Existe apenas violência.
Torna-se urgente tratar da saúde mental dos portugueses.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos