Na quinta-feira passada, Gouveia e Melo não encontrou nada melhor para dizer de António José Seguro do que, como um propagandista vulgar de extrema-esquerda, associá-lo aos cortes das reformas durante a troika, dias depois de uma engalanada lista de personalidades ligadas ao PSD e ao CDS ter decidido emprestar-lhe o seu apoio. Foi, aliás, o candidato suprapartidário que se rodeou de todas as velharias partidárias que conseguiu. À medida que a campanha se aproximava do fim, a candidatura do populismo justicialista aproximava-se de uma espécie de delírio: na noite anterior, o almirantado pescava, de uma sacola, algumas tiradas para o candidato usar, e que tanto podiam encostá-lo à direita como à esquerda sem que isso alterasse a via sinuosa em que se transformara a sua prestação. Recordo que Gouveia e Melo liderou as sondagens até serem conhecidos os rostos da sua campanha (como Rio e Manuel Pizarro, por exemplo) e até ele próprio ser desafiado a dizer o que pensava sobre Portugal e sobre o cargo a que se candidatava. Há, na política, figuras trágicas ou cómicas que são derrotadas pela traição dos seus ou pelas circunstâncias. Outras há que são vencidas pela realidade e pelos guiões que representam. Gouveia e Melo pertence ao segundo grupo. Ainda hoje não sabemos porque se candidatou e o que trouxe de novo aos debates sobre o país.
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