A detenção de Maduro, alegado narcotraficante e comprovado usurpador da presidência, marcou o princípio do ano a nível mundial. A ação dos Estados Unidos seguiu um padrão usado nas presidências de Carter, Reagan, Bush pai e filho Bush, Obama e Biden.
A acção das forças dos EUA foi sem mácula táctica, mas falta saber a que nível em Caracas teve colaboração para obter total eficácia: quem ajudou? Na Defesa? Forças Armadas? Governo? Vice-presidência? E expoente conspirativo: do próprio Maduro?
Milhões de venezuelanos emigrados ou refugiados rejubilaram nas redes sociais e nas ruas, como em Lisboa e Funchal, esperando o fim da ditadura. Mas também europeus politicamente motivados se manifestaram a favor do narcotraficante e usurpador.
A tragédia num bar suíço terá resultado da estupidez das garrafas com material ardente e de possível crime no tecto inflamável. Terríveis, as imagens de foliões filmando alegremente nos telemóveis o início do fogo no tecto: a sua própria morte.
Os tiros para o ar com armas ilegais na freguesia dos Olivais, filmados ali mesmo por alguém na rua, assinalam a crescente normalização do uso de armas de fogo e também da gravação e disponibilidade para se as divulgar ao país pelas redes e TV.
O novo autarca de Nova York começou o mandato no Ano Novo eliminando decisões anteriores sobre a definição do moderno anti-semitismo, tornou aceitável que a cidade participe na guerra económica a Israel e terminou com a protecção a sinagogas.
CONCRETIZEM
O Conselho de Redacção da RTP não gostou que o ministro da Educação pedisse razões à direcção da RTP e acusasse uma notícia sua de lhe deturpar palavras, criando o episódio das residências estudantis. Mas o CR não diz se achou ou não a notícia incompetente ou enviesada, defendeu-a em geral. Ora, no jornalismo não contam só os princípio blá blá gerais, também contam práticas concretas.
CEGUEIRAS
Ainda a frotinha, ou “flotilha”, andava em festas pelo Mediterrâneo e já se sabia ser financiada por um falso filantropo, financiador do Hamas. Agora ele foi detido em Itália. Veio na imprensa mundial. E cá? Silêncio dos políticos nacionais anti-semitas, os mesmos que fazem a defesa política de Maduro, cegueiras ideológicas que vão entregando o mundo aos seus próprios adversários.
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Ao que parece, estão cinco empatados. Quem será melhor no sprint final?
Defendeu, até ao fim da vida, os direitos dos animais.
Os EUA removeram Nicolás Maduro, mas não o regime.
O espectáculo trumpiano da captura de Maduro e sua chegada (aliviado?) a Nova York, bem como o papel dúbio da sua vice-presidente, são pasto para maravilhosas teorias da conspiração. Mas onda pára a verdade? O que mais há é nevoeiro.
Misturar jornalismo e entretenimento não caiu bem na redação da TVI. E assim começa 2026...
Quanto tempo pode um país viver em modo de espera antes de perceber que a espera, por si só, também é uma escolha política?