Os EUA removeram Nicolás Maduro, mas não o regime. É uma forma de coito interrompido que frustrou os democratas. Aconselho calma. No Afeganistão e no Iraque, a destruição dos regimes dominados por elites pashtun e sunitas levou ao caos e à guerra sectária. Teria sido preferível a estratégia de ‘pau e cenoura’ que a administração Trump tenta agora na Venezuela. Estabilizar o país, recuperá-lo economicamente e só depois tentar a transição política parece-me mais realista do que o ingénuo idealismo dos neoconservadores. Vai funcionar? Só Deus sabe, embora a ausência de divisões religiosas e étnicas seja um bom princípio. A nós, pobres mortais, basta-nos saber o que não funcionou - e, já agora, olhar sem ilusões para o mundo tal como ele é: entre uma Venezuela dominada pelo Irão, pela Rússia ou pela China e esta renovada Doutrina Monroe, a Europa nem devia hesitar.
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Os EUA removeram Nicolás Maduro, mas não o regime.
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