Não vale a pena fingir que a captura de Nicolás Maduro se fez em nome do combate ao narcotráfico. Foi, simplesmente, uma decapitação do regime e dos seus parceiros - o Irão, a Rússia e a China, que usavam Caracas a seu bel-prazer. Donald Trump, tal como Reagan em 1989 quando depôs Manuel Noriega, não podia tolerar esta afronta. E disse-o: a nova estratégia de segurança nacional de Washington pretende complementar a Doutrina Monroe com o ‘Corolário Trump’. Tradução: a América Latina é zona de influência exclusiva dos EUA. Uma mensagem que Nicolás Maduro não levou a sério - e que já deve ter deixado Cuba e a Nicarágua a fazerem contas à vida. Haverá tempo para questionar este regresso em força das ‘esferas de influência’. A Europa conhece-as - e teme-as com razão. Mas, por ora, festejo com os venezuelanos a primeira grande notícia de 2026.
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