Vão desaparecendo pessoas – e precisamos de fazer as nossas despedidas, o luto, até porque as suas vidas não foram silenciosas.
Alberto Vaz da Silva (1936-2015), por exemplo: uma inteligência que amava o mistério sem descurar o visível, as coisas evidentes que procuram explicação. A sua morte deixa um rasto de coisas feitas – revistas, livros, conferências, debates, uma geração que passou por ‘O Tempo e o Modo’, pela ‘Raiz & Utopia’, pelo Centro Nacional de Cultura, o fascínio pela grafologia; um empenhamento igualmente discreto, cheio de elegância, eficaz, tolerante, sem mágoas.
Às vezes folheio coisas desses anos, como a ‘Raiz & Utopia’, onde as várias vozes se juntavam em polifonia. Vão desaparecendo pessoas, e mesmo não sendo as que acompanhámos mais, precisamos de fazer as despedidas, falar da sua falta.
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