Parece que uma autora de histórias infanto-juvenis (um terreno fértil em tolices) lançou há meses um livro intitulado ‘O Pedro Gosta do Afonso’. A coisa não impressiona. Na semana passada lançou um sobre Rui Nabeiro, o industrial do café; um grupo de militantes ‘de extrema-direita’ chefiado pelo ex-juiz Fonseca e Castro, que já a tinha interpelado, apareceu no lançamento e interrompeu-o. Extrema-direita, extrema-esquerda, nacionalistas de ponta e mola, ativistas carrapatos, ecologistas da treta, palhacinhos do Hamas, gente convencida de que o mundo vai acabar ou de que o 5G lhes provoca disfunção eréctil, costumam interromper os outros com frequência. É uma tolice: fazem publicidade aos adversários que estavam ali, deprimidos e silenciados, muitas vezes sem público. No fundo, como dizia o humorista Jerry Seinfeld (que é frequentemente interrompido por ativistas do Hamas), uns e outros são do mesmo ramo do negócio – só que nem sabem rir nem sabem debater. Este mistério só se explica por burrice.
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