Uma auditoria interna da Câmara de Lisboa chegou à conclusão que, desde 2018, houve 52 casos de partilha indevida de dados. Se uma auditoria interna revela isto, é de temer o pior. Sobretudo quando pensamos no período anterior a 2018. Por outras palavras: foi bar aberto. Que devia ter terminado, por uma questão de salubridade política, com a demissão do gerente – e não com a exoneração do criado.
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Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
A ‘geringonça’ salvou a carreira política de António Costa e exportou-o para Bruxelas.
Luís Montenegro segue esta escola. A ministra da Administração Interna, jurista respeitável, desempenhava desde o início um papel que não era o dela.
Já ficava feliz se o governo comunicasse com o país em português de gente.
A fúria da natureza não se verga perante cartões partidários.
Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
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