Nunca esperei que o nosso escol político viesse defender a subida dos juros pelo BCE. Se ninguém abriu a boca quando o dinheiro era barato, muito menos o faria agora com o dinheiro a encarecer. Mas esperei que, lá pelo meio, entre preocupações (legítimas) com a vida das famílias, houvesse um adulto na sala para tentar explicar a racionalidade da medida. A inflação destrói o rendimento dos portugueses, penaliza os mais pobres e, se não atalhada a tempo, fará ainda mais estragos. Não há adultos na sala. Se o BCE tem intérpretes, não se ouviram. O que se ouviu foi o Presidente da República, o ministro das Finanças e os radicais de esquerda ou de direita a fazerem tiro ao alvo com a sra. Lagarde. Só variaram na linguagem e no tom. Eis o primeiro efeito da subida dos juros pelo BCE: confrontar o país com a sua classe política demagoga e cobarde.
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