Todos os anos, as comemorações do 25 de Abril proporcionam espectáculo. O guião é conhecido: a esquerda planta a sua bandeira nesse território nostálgico. A direita mendiga umas migalhas, como se ainda precisasse de autorização do COPCON para existir. Desta vez, foi a Iniciativa Liberal que pediu à Associação 25 de Abril ‘licença’ para marchar. A Associação respondeu: não pode. Só os partidos e associações da comissão promotora têm esse direito, embora a verdadeira razão seja outra: os camaradas consideram que a IL não se reconhece nos valores de Abril. Bom, depende: se entre esses valores está o ódio e a ruína que a extrema-esquerda promoveu no País entre 1974 e 1975, talvez nenhum democrata se deva reconhecer neles.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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