Durante meses, uma parte do jornalismo que temos divertiu-se com o Brexit. E com Boris Johnson, claro, que na boca dos sábios era um mero figurante dos irmãos Cardinali. Este jornalismo, que fez iguais figuras com o candidato Donald Trump, há muito que deixou de entender a realidade. Só se importa com a sua própria realidade, sempre em circuito fechado - e sempre a caminho da irrelevância.
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Se Viktor Orbán perder hoje as eleições na Hungria, a Europa está salva.
Dizem que Trump está louco. Não está: usa a retórica de um alienado para que o mundo acredite que é capaz de tudo – até do impensável nuclear.
Por que motivo haveria de ser diferente no Tribunal Constitucional, se os socialistas também tivessem um lugar à mesa?
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
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