A primeira coisa que se pode dizer é que a fragmentação saída destas eleições é da responsabilidade do PS de António Costa: foi-lhe dada a rara oportunidade de uma maioria absoluta em 2022 e ele desperdiçou-a, com crescimento económico e fundos europeus como há muito não se via, perdido em casos e casinhos ao mesmo tempo que destruía os serviços públicos, incluindo os mais queridos pela esquerda, como os sociais. Mas é também responsabilidade da esquerda em geral, que desperdiçou a oportunidade de reeditar a geringonça em 2019. De resto, todo o projecto da geringonça é colocado em causa por estes resultados: a esquerda no seu conjunto nunca desceu tão baixo na história da democracia. A conversão da esquerda à governabilidade retirou o protesto da esquerda e passou-o para outro lado. O BE ficou reduzido aos fiéis e o PCP ficou reduzido a quase nada. O seu pacto de governo de 2015 resultou nisto.
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