Parece que os poderes predictivos de Sedrick de Carvalho, quando disse que o resultado das eleições angolanas "será o que o MPLA quiser", estavam afinados: o oficial Jornal de Angola já tinha afirmado, para negar a sondagem que dava ao MPLA apenas 36% dos votos, que o resultado seria de 68% para o MPLA.
Os resultados oficiais provisórios ficaram-se por 64,57%, mas ainda faltam apurar muitos votos em Luanda. Pode ser que, no final, ainda lá chegue, o que assegurará a tal desejada "maioria qualificada" (2/3 dos votos).
Claro que existe uma contagem paralela feita pela UNITA, em que o resultado não dá sequer para a maioria absoluta do MPLA: 47,6% dos votos. Mas se calhar trata-se de um número igualmente fantasioso. Estamos no domínio das narrativas ficcionais.
O que sabemos é que o MPLA acha que o MPLA ganhou de forma esmagadora e que, a partir daí, tudo será previsível como um bom mufete: carapau em cima de feijão de óleo de palma e farinha de mandioca, tudo deglutido com a banana.
Não vai é saber tão bem.
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