Salário elevado para os administradores da Caixa? Nada contra. Mas eu, cuidado, sou um perigoso ‘neoliberal’ (é assim que se escreve, certo?) que já tem o seu lugar reservado no Inferno. Coisa diferente são partidos angelicais, como o Bloco e o PCP, que querem acompanhar-me para o caldeirão.
Essa, pelo menos, é a visão geral. Geral e errada: na teoria, o marxismo-leninismo gosta de falar de uma sociedade sem classes onde as desigualdades ‘burguesas’ foram eliminadas.
Na prática, a experiência mostra-nos que a desigualdade nas ‘democracias populares’ entre a elite do Estado e a desgraçada população era o prato do dia. A velha aristocracia de classe era agora uma aristocracia de Partido.
Aqueles que acusam o Bloco e o PCP de ‘incoerência ideológica’ com os salários da Caixa deviam recordar esta simplória verdade: quando chegam ao poder, os camaradas sempre souberam tratar bem dos seus.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.