Lula da Silva, um dos heróis da esquerda mundial (digo "mundial" porque no Brasil já só restam fanáticos), foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. E agora?
Agora, começou o contra-relógio. Se houver condenação em segunda instância antes das eleições, Lula dirá adeus a elas. Se não houver, Lula é o favorito para regressar ao Palácio do Planalto (caso a condenação venha depois da eleição, o presidente será intocável de acordo com a Lei da Ficha Limpa). E que tenciona Lula fazer aos comandos do país?
Ninguém sabe. Mas Lula,aqui e ali, vai deixando umas migalhas: ajustar contas com a canalha ‘golpista’ – jornalistas, políticos, juízes – que manchou a pureza do PT.
Quando Lula foi eleito em 2002, nunca comprei a histeria daqueles que antecipavam um novo Hugo Chávez. Para 2018, e sem o legado de Fernando Henrique, já não ponho as mãos no fogo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.