Lula da Silva, um dos heróis da esquerda mundial (digo "mundial" porque no Brasil já só restam fanáticos), foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. E agora?
Agora, começou o contra-relógio. Se houver condenação em segunda instância antes das eleições, Lula dirá adeus a elas. Se não houver, Lula é o favorito para regressar ao Palácio do Planalto (caso a condenação venha depois da eleição, o presidente será intocável de acordo com a Lei da Ficha Limpa). E que tenciona Lula fazer aos comandos do país?
Ninguém sabe. Mas Lula,aqui e ali, vai deixando umas migalhas: ajustar contas com a canalha ‘golpista’ – jornalistas, políticos, juízes – que manchou a pureza do PT.
Quando Lula foi eleito em 2002, nunca comprei a histeria daqueles que antecipavam um novo Hugo Chávez. Para 2018, e sem o legado de Fernando Henrique, já não ponho as mãos no fogo.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.